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Lula quer levar Brasil à condição de país desenvolvido em quatro anos

Agência Brasil por Agência Brasil
06/11/2026
em Política
Lula quer levar Brasil à condição de país desenvolvido em quatro anos

© Ricardo Stuckert/ PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que tem pressa para, nos próximos quatro anos, transformar o Brasil em um país desenvolvido.

Na avaliação do presidente, as perspectivas do país são “extraordinárias”, especialmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras – potenciais que, segundo ele, representam fatores de atração para investimentos produtivos.

As declarações foram dadas nesta sexta-feira (6) durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), quando defendeu que o país aproveite as vantagens competitivas brasileiras para acelerar o desenvolvimento econômico e social do país.

“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido”, afirmou.

Segundo Lula, o avanço do chamado Mapa do Caminho para a transição energética demonstra que metas inicialmente tratadas como inviáveis podem ser alcançadas quando há decisão política e capacidade de articulação.

“Vocês sabem que na minha vida não existe a palavra impossível”, disse o presidente ao lembrar que a proposta enfrentou resistência de países produtores de petróleo durante a COP30, mas acabou avançando a partir da atuação brasileira.

O documento ao qual o presidente se referiu orienta a implementação de compromissos climáticos para transição dos combustíveis fósseis e para reversão do desmatamento e da degradação florestal.

Energia limpa

Lula destacou também as oportunidades ligadas à geração de energia limpa. Ao mencionar o interesse internacional por data centers, afirmou que o governo quer atrair investimentos, mas exigirá que os empreendimentos produzam a própria energia consumida.

Esses contextos, segundo ele, mostram que o Brasil vive um momento excepcional e que “poucos países têm as perspectivas de futuro, no curto, médio e longo prazo, que o Brasil tem”.

Lula associou o futuro econômico do país à produção de energia limpa, atração de data centers e agregação de valor aos recursos naturais.

“Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center”, afirmou.

Congresso

Lula atribuiu parte dos resultados de seu governo à capacidade de articulação política. Segundo ele, avanços importantes foram obtidos mesmo sem que o governo tivesse maioria no Congresso Nacional.

“Conseguimos esse sucesso todo num Congresso teoricamente adverso”, disse ao afirmar que a aprovação de medidas econômicas e estruturais decorreu de “competência de negociação, capacidade de persuasão e capacidade de fazer entendimento”.

Responsabilidade fiscal

Ao abordar a situação das contas públicas, Lula disse que assumiu o governo com déficit fiscal de 2,8% e disse que sua gestão apresenta agora um orçamento superavitário.

Ele garantiu que manterá uma política de responsabilidade fiscal combinada com responsabilidade social, sem reduzir investimentos voltados à população mais pobre.

Lula ressaltou que o ajuste fiscal não será feito às custas da população de menor renda.

“A única coisa que ele [o mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, disse.

Na avaliação do presidente, a responsabilidade fiscal não impede a contratação de financiamentos para investimentos estruturantes.

“Ninguém pode gastar mais do que tem. Agora, se a gente quiser construir um ativo novo, você pode fazer dívida, mas para construir um patrimônio para esse país. Uma ferrovia, uma estrada, uma ponte, um aeroporto. Você pode fazer uma dívida desde que você possa pagar”, argumentou.

Para o presidente, a combinação entre responsabilidade fiscal, investimentos produtivos, transição energética e política social cria uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento brasileiro.

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