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Caso Lucas Guimarães: processo segue sem desfecho e aguarda decisão em 2ª instância

Dona Livânia destacou que a investigação da polícia e do MPAM apontam para um crime premeditado, com participação de vários envolvidos.

Celso Maia por Celso Maia
24/04/2026
em Contexto
Lucas e Dona Livânia. Foto: arquivo pessoal de Dona Livânia cedido a Agência Jamaxí

Lucas e Dona Livânia. Foto: arquivo pessoal de Dona Livânia cedido a Agência Jamaxí

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 Manaus (AM) – Livânia Guimarães, voltou a se manifestar publicamente nesta sexta-feira (24/04) sobre o andamento do processo dos réus do assassinato do seu filho, o sargento do Exército Lucas Ramon Guimarães, de 29 anos. Em entrevista para a Agência Jamaxí, ela demonstrou esperança de que a segunda instância reveja a decisão inicial e encaminhe os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O crime ocorreu em 1º de setembro de 2021, dentro da cafeteria da vítima, localizada na zona sul da cidade. Lucas foi executado com tiros na cabeça dentro do próprio estabelecimento.

Segundo o Ministério Público do Amazonas (MPAM), o assassinato teria sido motivado por um relacionamento extraconjugal envolvendo a vítima Lucas com Jordana, configurando um possível crime por vingança. Ao longo da investigação, diversos nomes foram apontados como envolvidos, incluindo suspeitos de participação direta e de mando.

Em 2025, a Justiça do Amazonas impronunciou cinco acusados: o empresário Joabson Agostinho Gomes, dono da rede de supermercados Vitória; o gerente Romário Vinente Bentes, além de Kamylla Tavares da Silva, Kayandra Pereira Castro e Kayanne Castro Pinheiro dos Santos. A sentença, assinada pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, também determinou a revogação de medidas cautelares contra os citados. Na decisão, magistrado ressaltou que a impronúncia não representa absolvição, mas sim a ausência de provas mínimas para levar os réus a júri popular. O MPAM recorreu da decisão, defendendo que há elementos que justificam levar todos os envolvidos a júri popular.

“O processo agora está nas mãos da segunda instância, a nossa esperança e confiança em Deus, primeiramente, é que de fato a justiça reconheça os réus como culpados nesse crime bárbaro, um crime sem noção, matou porque quis matar. Há provas claras no processo, a gente espera que eles considerem as provas técnicas que existem no processo, considerem o pedido do MPAM, a promotoria está bem incisiva no seu pedido para que os réus sejam encaminhados à júri e o que nós esperamos é exatamente isso, que a segunda instância considere a denúncia”, declarou.

Segundo Livânia, a sentença da primeira instância, que apontou falta de provas suficientes, causou profunda frustração à família.

“A sentença que foi dada na primeira instância nos decepcionou muito, porque o juiz disse que não existia prova suficiente. Existe sim, e é isso que o Ministério Público coloca claramente na sua denúncia, e é isso que nós esperamos, que as provas técnicas do crime que foi de mando por Joabson Agostinho Gomes, que tem envolvido o Romário, as três moças, para nossa decepção a Jordana saiu do processo, que foi inclusive julgado pela segunda instância, é uma decepção que temos. Esperamos não ser decepcionados novamente, esperamos que de fato a segunda instância encaminhe todos os réus para a Júri”, disse Livânia Guimarães, mãe do Lucas Guimarães

Crime premeditado

A mãe também destacou que a investigação da polícia e do MPAM apontam para um crime premeditado, com participação de vários envolvidos. De acordo com ela, há registros técnicos, como dados telefônicos e imagens, reforçam a acusação.

“As provas são claras, não tem como dizer, como a primeira instância disse, que não tem provas, tem filmagem do Silas executando meu filho, tem as provas técnicas dos telefones que são reconhecidas, assim que o Silas executou, ele ligou para o Romário, o Romário ligou para o Joabson, o Joabson ligou para Jordana. Existe aí essas antenas todas muito caras, as provas técnicas provam isso, então não tem cabimento nenhum em dizer que não tem provas”, explanou.

Separação dos processos

Além disso, a separação do processo de um dos réus, identificado como Silas Ferreira da Silva, também foi alvo de questionamentos. A mudança, segundo ela, pode causar ainda mais demora no julgamento.

“Com relação à separação do Silas do processo, nos surpreendeu que os advogados pedissem para sair do processo, separando dessa forma o Silas juntamente num processo que ele estava junto com os outros, agora o processo dele corre individualmente, então é mais uma demora, mas ele com certeza vai ser julgado. Acredito que logo o Silas, se não apresentar um advogado, terá um defensor público, e o processo vai caminhar”, afirmou.

Dor que não passa

Livânia também destacou o impacto do crime na vida da família, especialmente dos filhos de Lucas.

“Hoje tenho dois netos que sofrem a ausência do pai. Nossa vida não é mais a mesma. É uma dor que não passa”, concluiu.

O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto familiares aguardam uma decisão da segunda instância sobre o encaminhamento dos acusados ao júri popular.

* Esta matéria jornalística é protegida pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que regula os direitos autorais no Brasil. A reprodução total ou parcial deste conteúdo, por qualquer meio, sem a devida autorização expressa do autor, é proibida e pode resultar em sanções civis e criminais. Todos os direitos reservados.

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Curiosidade

A palavra ‘Jamaxi’ vem de origem indígena. É conhecido como o cesto, no qual, os seringueiros carregavam suas mercadorias.

Tags: Agência JamaxiagenciajamaxiAmazonasCaso Lucas GuimarãesCaso vitóriaCrimeLucas GuimarãesManausNotícias
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