A influenciadora Valéria Diniz provocou repercussão nas redes sociais após publicar um vídeo em que pede a um menino de 9 anos que faça o gesto do “L”, associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e, em seguida, recusa comprar os doces vendidos pela criança. O episódio ocorreu no Mercado dos Peixes, na Beira-Mar de Fortaleza.
Matheus se aproximou da mesa onde Valéria estava com amigas para oferecer balas e bombons. Durante a abordagem, a influenciadora perguntou sobre a preferência política dele e de sua família. Depois que o menino mencionou Lula, ela pediu que fizesse o gesto com a mão. A criança atendeu ao pedido e Valéria respondeu que não compraria os produtos.
Na gravação, as mulheres que estavam à mesa riem da situação. Valéria também publicou uma legenda fazendo referência à mãe de Matheus, sem saber, segundo seu relato posterior, que ela havia morrido.
Matheus é autista, vive com a avó, Inês de Maria do Nascimento, e vende doces para ajudar nas despesas da família. Segundo a avó, o menino voltou abalado após o episódio, permaneceu calado e estava com os olhos cheios de lágrimas.
A divulgação das imagens provocou uma mobilização em apoio à criança. Motociclistas, entregadores e outras pessoas foram até a casa da família, levaram alimentos e presentes e compraram os doces vendidos por Matheus.
Valéria havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial de 2026. O menino, por ter 9 anos, não tem idade para votar. No Brasil, o voto é facultativo a partir dos 16 anos.
Após a repercussão, o perfil principal da influenciadora, que reunia cerca de 70 mil seguidores, saiu do ar. Não há confirmação de que a conta tenha sido retirada pela própria Valéria ou pela plataforma.
Em outro perfil, Valéria publicou um pedido de desculpas. Ela afirmou que não teve intenção de humilhar Matheus, disse que também é mãe de uma criança autista e se colocou à disposição para procurar a família e ajudar o menino. A influenciadora também relatou ter recebido ameaças contra ela e os filhos, alegação que não foi confirmada de forma independente.
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