29/10/2026
Dólar Hoje
Euro Hoje
Agência Jamaxi
  • Artigos
  • Notícias
    • Amazonas
    • Brasil
    • Cidades
    • Cultura
    • Economia
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Meio Ambiente
Sem resultados
View All Result
Agência Jamaxi
Sem resultados
View All Result

Denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turno

Agência Brasil por Agência Brasil
29/10/2026
em Política
Denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turno

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

FacebookXWhatsAppTelegramLinkedin
As denúncias de assédio eleitoral aumentaram mais de 75% desde segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno das eleições, com 1.459 registros nos últimos três dias, informou o Ministério Público do Trabalho (MPT). 

Até a manhã de segunda, o órgão havia recebido 1.937 denúncias do tipo. Desde então, a busca pelo MPT vem aumentando aceleradamente e as novas ocorrências já correspondem a cerca de 40% de todas as 3.396 denúncias recebidas em 2026. 

O maior número de denúncias é proveniente de São Paulo (620), seguido de Minas Gerais (351), Paraná (338), Rio de Janeiro (252), Rio Grande do Sul (223) e Santa Catarina (165). 

>> Descubra se você está sofrendo assédio eleitoral e saiba como denunciar

Os dados coincidem com a multiplicação de relatos sobre incentivos a boicotes e a demissões de funcionários que tenham votado em candidato contrário à orientação política do patrão. 

Na terça-feira (27), por exemplo, a Justiça do Trabalho proibiu, em liminar, que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) incentive empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. 

Reeleita com mais de 248 mil votos e com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, a deputada publicou a mensagem “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o L. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, referindo-se a eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. 

Na quarta-feira (28), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo estuda a criação de uma “lista suja” de empresas que cometem assédio eleitoral no Brasil, incluindo pressão ou demissão por conta de opção política. Segundo ele, a empresa que cometer essa ilegalidade vai sofrer sanções de restrição de créditos públicos.

O assédio eleitoral no trabalho é crime e se configura quando alguém usa sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.

“Resposta será ágil”, diz TST

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, destacou que estão sendo atingidos trabalhadores assalariados e profissionais autônomos que divulgam seu trabalho por redes sociais e estabelecimentos comerciais de pequeno porte que manifestaram sua posição política. 

“É preciso que o recado seja dado com muita clareza. A resposta para aqueles que praticaram a ilegalidade será dura e rápida, será ágil. E mais: esses empregadores que, infelizmente, tiveram essa conduta, se preocupem. Porque o risco econômico que estão assumindo é muito grande”. 

O empregado que se considerar discriminado na relação de trabalho, em virtude de sua posição política, pode processar o patrão. Pela legislação, o empresário pode ser responsabilizado a indenizar o funcionário dispensado. 

A Lei 9.029/1995, por exemplo, diz ser “proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, ou de sua manutenção”. 

Em caso de condenação, o empresário pode ser obrigado a reintegrar o funcionário ou, caso este não queira continuar no emprego, ter que pagar em dobro os salários devidos por todo o período de afastamento. 

O princípio da não discriminação do trabalhador por convicção política está também expresso em diferentes artigos da Constituição e integra as Convenções 100 e 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ambas ratificadas pelo Brasil. 

Leia mais

  • Entre a expansão e os extremos climáticos, Manaus transforma o desafio do saneamento
  • Invisíveis da Amazônia: o saneamento básico que nunca chega
  • Microplásticos: poluição toma conta dos rios e igarapés em Manaus
Tags: Agência JamaxiagenciajamaxiManausNotíciasPolítica
Compartilhar160Tuitar100EnviarCompartilharCompartilhar28
Próximo
Governo alerta que cadastramento para o Pix MEI ainda não começou

Governo alerta que cadastramento para o Pix MEI ainda não começou

Publicidade
Microplásticos: poluição toma conta dos rios e igarapés em Manaus Microplásticos: poluição toma conta dos rios e igarapés em Manaus Microplásticos: poluição toma conta dos rios e igarapés em Manaus
Publicidade
Agência Jamaxi

© 2026 - Todos os Direitos Reservados

Links úteis

  • Termos de Uso
  • Contato
  • Política de Privacidade

Redes Sociais

Sem resultados
View All Result
  • Artigos
  • Notícias
    • Amazonas
    • Brasil
    • Cidades
    • Cultura
    • Economia
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Meio Ambiente

© 2026 - Todos os Direitos Reservados

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.